| |
O que mais?
“À medida que abandonamos as escolas públicas, abandonamos qualquer senso de responsabilidade pública em relação ao serviço público básico. Isso é pior do que um erro. É uma tragédia. O que será privatizado em seguida? Proteção policial? Proteção contra incêndio? Limpeza do ar? Água potável?” Diane Ravitch, maio de 2012, a propósito da privatização da educação em Philadelphia, USA. http://blogs.edweek.org/edweek/Bridging-Differences/
Escrito por LCfreitas às 23h27
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Anabolizantes cerebrais
Injeção de droga é apenas um dos extremos por vestibular na China Exame nacional ocorre todo ano em junho e pressão leva estudantes a rotinas exaustivas em busca de bons resultados Janaína Silveira, de Pequim especial para o iG | 19/05/2012 07:00:15 Na semana passada, um episódio em uma escola de Ensino Médio do interior da China ganhou as manchetes pelo mundo: estudantes recebiam aplicações de aminoácidos para aumentarem o seu rendimento e energia nas semanas que antecedem a aplicação do exame nacional de admissão universitária. A droga era ministrada sob orientação médica e com consentimento dos professores. E mais: uma estudante, que preferiu não se identificar, disse que a direção informou que a escola, a Xiaogan Número 1, da província central de Hubei, receberia subsídio do governo central para ofertar o medicamento. O fato ganhou notoriedade ao parar no Sina Weibo, o serviço de microblog mais popular da China, que reúne mais de 250 milhões de usuários e onde apareceram as fotos. A primeira questão foi relativa à própria saúde dos estudantes: afinal, o soro com aminoácido seria prejudicial? Para o médico chefe da Sociedade Chinesa de Nutrição, Gao Huiying, alunos em condições normais não precisam da infusão. Além disso, o excesso de ingestão de proteínas que advém daí pode provocar lesões aos rins e ainda perda de cálcio, explicou ao mesmo China Daily. Entre os chineses, o tema provoca debate, mas não choca. Há várias estratégias para garantir sucesso no exame. Embora menos impressionantes, são um tanto generalizadas; muitos pais colocam os seus filhos em hotéis durante os exames, a fim de que estes fiquem isolados - conta o reitor assistente da Escola Superior de Educação e diretor-executivo do Centro de Estudos para Graduação em Educação da Universidade Jiaotong, Kai Yu. Kai ainda fala sobre as mães que largam os empregos apenas para dedicarem-se a uma vigília constante sob os filhos em idade de enfrentarem o exame nacional, o vestibular chinês. No país, ele é conhecido como Gaokao, literalmente, o Grande Exame. Garantir acesso às melhores universidades - onde a pontuação exigida é maior - é visto como o passaporte para uma vida bem sucedida. Para Kai, todos estes estratagemas refletem a grande importância que tanto os pais quanto os professores atribuem a prova. Sobre o qual não faltam críticas. Aplicado em todo o país anualmente entre os dias 7 e 9 de junho, embora haja diferenças regionais nas provas, o Grande Exame é tido por especialistas como um modelo que prima apenas por decorar, não pela criatividade. Os alunos podem atingir um máximo de 750 pontos nas provas – e universidades top têm média entre 530 e 590. Quem não atingiu o corte mínimo para ingresso no Ensino Superior, pode tentar novamente no ano seguinte. É o caso de Zhai Ang, de 18 anos, da cidade de Handan, na província de Hebei, vizinha da capital chinesa. De trem, são três horas. E é na Universidade de Peking que ele quer ingressar, para estudar design industrial. Já sabe para que: projetar produtos Apple, mas dentro da China. “Não pretendo morar fora”, diz o estudante, que enfrenta uma rotina quase diária de 14 horas de estudo. Descanso mesmo, só aos domingos à tarde. É que o recado que vem tanto de casa quanto dos professores, conta Zhai, é o mesmo: “estudar, estudar, estudar, estudar, estudar a cada minuto”. “É preciso trabalhar duro. Se trabalhar duro, se estudar muito, é possível estar preparado para o Gaokao, sem precisar de subterfúgios extras, como os aminoácidos”, acredita Zhai. Para ele, o fato de ter falhado na primeira tentativa significa tão somente que ele não estava preparado. “Este ano estou bem confiante.” A confiança é baseada na concentração que mantém nos livros todos os dias, numa rotina que começa às 6h30 e só termina às 23h, quando ele chega em casa. Dormir mesmo, só pela meia-noite. http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-05-19/injecao-de-droga-e-apenas-um-dos-extremos-por-vestibular-na-chin.html
Escrito por LCfreitas às 10h12
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Assim não vale
Investimento em educação continua distante do padrão internacional, diz Ipea Para presidente da fundação, é preciso uma melhor utilização do recursos existentes 16 de maio de 2012 | 9h 36
Agência Brasil Apesar de terem crescido nos últimos dez anos, os investimentos públicos nas áreas de saúde, infraestrutura e educação no país, ainda estão longe de alcançar os padrões internacionais, segundo levantamento apresentado na última terça-feira, 15, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o ano de 2010. O estudo Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas destaca o papel que as áreas sociais desempenharam, na primeira década dos anos 2000, para sustentação e dinamização da economia. Na educação, os investimentos públicos representaram 5% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Plano Nacional de Educação, o padrão internacional, que é de 7%, seria alcançado em 2020. Há dez anos, eram investidos cerca de 3% do PIB na educação. Na saúde, os investimentos somaram 3,77% do PIB. Em dez anos, houve crescimento de 1,27 pontos percentuais. “Seria necessário quase dobrar os investimentos para alcançar o padrão internacional de 7%”, explicou Aristides Monteiro Neto, coordenador do estudo. Os recursos destinados ao setor de infraestrutura de transporte, por sua vez, representaram 0,7% do PIB, enquanto o padrão internacional é 3,4%. Há dez anos, o porcentual era 0,2%. Os padrões têm como base os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa os países mais industrializados do mundo. “Temos um caminho ainda de construção de investimento na área social. O desafio é fazer isso sem comprometer as exigências do investimento em infraestrutura”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Um dos caminhos apontados pelo estudo é estimular investimentos pelo setor privado. De acordo com o estudo, o setor público atuou fortemente no estímulo a atividade produtiva nos últimos anos, mas a capacidade de investimentos já chega a um limite. Para Monteiro Neto, diante da possibilidade de esgotamento das fontes de recursos, que não permitiria alcançar os patamares internacionais nas áreas sociais em médio prazo, é necessário ter foco na aplicação das políticas. “Países da América do Sul e Ásia que gastam 5% do PIB tem padrões educacionais melhores que o Brasil. Eles nos apontam que nem tudo é recurso financeiro. A melhor utilização do recurso existente pode gerar melhores resultados”. O estudo mostra, ainda, um crescimento dos investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, diminuindo a disparidade histórica com o Sul e o Sudeste. “Percebemos uma inflexão do ponto de vista da geografia do investimento. As regiões que eram menos dinâmicas foram as que mais cresceram. A região Centro-Oeste, por exemplo, é onde mais cresceu o setor industrial”, disse Pochmann. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,investimento-em-educacao-continua-distante-do-padrao-internacional-diz-ipea,873685,0.htm
Escrito por LCfreitas às 09h53
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Fraude confirmada
Escrito por LCfreitas às 21h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Ideb na porta é criticado
Ideb na porta da escola é criticado em Comissão na Câmara Defendido pelo autor e pelo inspirador da ideia, projeto recebeu negativa de deputados, representantes de entidade e especialistas iG São Paulo | 10/05/2012 13:47:16- Atualizada às 10/05/2012 16:16:16 O projeto que obriga escolas a colocar o resultado do Índice da Educação Básica em uma placa na porta da escola foi debatido na manhã desta quinta-feira na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O economista Gustavo Ioschpe, autor da ideia apresentada depois pelo deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES),foi o primeiro a falar e o único a defendê-la. Leia também: Ioschpe afirmou que os pais têm o direito de saber a real qualidade da escola de seus filhos. Alegando que, se já existe um sistema oficial de avaliação das escolas, ele tem que ser tornado público. “Precisamos do envolvimento da comunidade para que a educação brasileira tenha salto de qualidade”, justificou. Presente a reunião, no entanto, o diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Carlos Eduardo Sampaio, esclareceu que o Ideb aponta apenas se o aluno passou de ano e se tem as competências adequadas em português e matemática para o seu ano escolar. Segundo ele, o Ideb é uma referência da qualidade da escola, mas não é completo e não engloba todos os indicadores de qualidade. A iniciativa de divulgação do índice pelas escolas já existe em alguns estados, como o Rio de Janeiro. Ele rejeita a posição de especialistas ouvidos pelo iG de que a exposição da nota constrange os alunos e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente. “A implementação mostra que a ideia é falsa”, disse. “O que constrange é a má qualidade do ensino, e não a sua divulgação.” A deputada Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) criticou o projeto. Para a parlamentar, isso vai gerar um ranking entre as escolas, o que considera um constrangimento. “A escola fica com uma marca: aquela escola é a pior do País”, disse. “A avaliação tem que ser instrumento de mudança, e não de constrangimento”, opinou. O deputado Izalci (PR-DF) destacou que muitas escolas têm Ideb baixo, mas estão avançando na qualidade. Ele também acredita que a divulgação do Ideb vai gerar um ranking que não leva em conta de que patamar a escola partiu e o quanto já avançou. O deputado sugeriu que, caso a placa seja implementada, traga também a informação sobre a evolução da escola. Veja também: A secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, disse que o Ideb não é recurso de avaliação dos estabelecimentos da educação do País, e sim um instrumento de diagnóstico. Na visão dela, a divulgação do índice, como prevê a proposta, vai servir para “tirar o aluno da escola pública e levá-lo para a escola particular”, o que seria prejudicial ao sistema educacional como um todo. “Temos que ter escolas boas para todos, não importa onde esteja a escola.” “Fixar a placa na frente de uma escola é lembrar a criança todos os dias que ela está em uma escola ruim”, disse. Além disso, para ela, a ideia nas entrelinhas do projeto é de que “escola tem que melhorar” independentemente se recebe condições financeiras para isso. “E qual é a responsabilidade do gestor público, como os secretários municipais e estaduais, nesse esforço?”, questionou. A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho, afirmou que fixar na porta da escola o Ideb é “cruel” e ajuda a estigmatizar os alunos. “Isso é carimbar na testa das crianças que elas são pobres, negras, vivem em lugares distantes e ainda estudam na pior escola”, opinou. Segundo a debatedora, a iniciativa também vai fazer com que os professores não queiram trabalhar nas escolas com índices ruins. “E o que vamos fazer nesses casos?”, questionou. Ela defende a divulgação livre do índice pelos estabelecimentos, seja na reunião de pais ou em cartazes na escola. “Você gostaria de ver a escola onde você estuda ou trabalha aparecer no Jornal Nacional como a pior escola do município?”, questionou o representante do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), Claudio Cavalcanti Ribeiro. Ele acredita que a qualidade da educação não pode ser tratada de forma “panfletária”, como, na sua visão, faz o projeto de lei. Ribeiro, que também é secretário de Educação do Pará, lembra que o contexto socioeconômico em que a escola está inserida não é levado em conta no Ideb. “Temos alunos no Pará que passam três horas e meia para chegar à sala de aula e três horas e meia para voltar”, destacou. Para ele, o que deve ser discutido, neste momento, é a questão do financiamento da educação pública do País. Lelo Coimbra fechou a reunião defendendo que as placas são necessárias para melhorar a divulgação da real qualidade das escolas. “Precisamos melhorar a publicidade do índice sem que a sociedade se sinta agredida”, avaliou. “A comunidade deve conhecer a qualidade da escola e deve poder intervir.”
Escrito por LCfreitas às 16h16
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Qual é a reforma?
Então essa é a reforma? Por Diane Ravitch, 8-05-2012 Algumas semanas atrás, o legislador estadual em Louisiana aprovou a Lei do Governador Bobby Jindal para a reforma da educação. Louisiana agora vai para o topo como o estado com o pacote de reforma mais avançado do país. Certamente, a administração Obama deve estar satisfeita, junto com os governadores de Nova Jersey, Ohio, Indiana, Maine, Wisconsin, Flórida, Pensilvânia e Michigan. Infelizmente, hoje a "reforma" se tornou sinônimo para o desmantelamento da educação pública e para desmoralizar os professores. Nesse sentido, Bobby Jindal e seu Comissário Estadual de Educação John White treinado pela Teach For America / Broad são agora os líderes do movimento de reforma. Os elementos-chaves da reforma da Louisiana são: um programa de vouchers de longo alcance, para o qual a maioria dos alunos do estado são elegíveis; uma dramática expansão de escolas charter, com o estabelecimento de novas e múltiplas autoridades de contrato; um empoderamento dos pais que permita a estes transformar as escolas públicas de baixo desempenho em escolas charters privadas, e uma remoção da estabilidade dos professores. As reformas de Jindal foram imediatamente saudadas por um grupo de superintendentes estaduais conservadores que se intitulam " Chiefs for Change". O presidente do grupo, Tony Bennett, superintendente estadual em Indiana, felicitou Louisiana e previu que: "Estas reformas centradas nos estudantes irão transformar completamente a Louisiana e seus alunos. Os alunos já não têm que se conformar com as escolas deficientes. Inúmeras famílias serão capazes de selecionar a melhor opção de educação para as necessidades específicas de seus estudantes. E superintendentes e diretores terão poderes para aprimorar educadores talentosos, dinâmicos e eficazes. Armado com estas reformas corajosas, Louisiana, em breve vai liderar nosso país na qualidade da educação pública fundamental ". Tony Bennett estava falando em nome de Janet Barresi, o superintendente de Oklahoma da instrução pública; Bowen Stephen, comissário de educação do Maine; Cerf Chris, comissário de educação de Nova Jersey; Síntese Deborah A., comissário de ensino fundamental e médio em Rhode Island; Kevin Huffman, comissário da educação no Tennessee; Paul Pastorek, um ex-supereintendente estadual e emérito membro do grupo da Louisiana; Gerard Robinson, Comissário de educação da Florida; Hanna Skandera Secretaria de educação do Novo México e vice-presidente do "Chiefs for Change"; Eric Smith, um ex-comissário de educação da Flórida e membro emérito do grupo, e John White, superintendente de educação da Louisiana. O grupo parece estar aliado com a Fundação do ex-Governador da Florida Jeb Bush. Continue lendo (em inglês) em: http://blogs.edweek.org/edweek/Bridging-Differences/2012/05/so_this_is_reform.html
Escrito por LCfreitas às 11h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Prova de docentes é adiada
Atrasada, prova nacional para professores não deve sair em 2012 Promessa para melhorar qualidade da formação, prova aguarda validação da Matriz de Referência e acúmulo de questões suficientes Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 08/05/2012 07:00:33 Agendada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) para ter sua primeira edição no próximo mês de agosto, a Prova Nacional de Concurso para Ingresso na Carreira Docente ainda não tem questões suficientes ou matriz de referência aprovada. O Ministério da Educação anunciou o teste em 2010 como forma de auxiliar os municípios na seleção de professores. A prova deveria ser anual e utilizada pelas prefeituras que tivessem interesse – assim como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é usado pelas instituições de ensino superior em vez de terem seus próprios processos seletivos. A proposta, do ex-ministro Fernando Haddad, foi pensada após diagnóstico de que os concursos para professores eram, em geral, mal elaborados, mais voltados para questões formais e jurídicas do que para privilegiar a experiência docente. Com a entrada de Aloizio Mercadante no lugar de Haddad e a consequente mudança de comando no Inep, não houve mais divulgação de informações sobre o concurso. Um edital para contratar profissional para validação da Matriz Referencial já foi publicado três vezes no site do órgão. A última dava prazo para inscrição até o domingo passado, 6 de maio, e de execução em 360 dias, ou seja, a prova não será mais realizada em 2012 ou em menos de um ano. Questionado pelo iG, o Inep informou que a data de aplicação da prova será discutida em reunião do Comitê de Governança nesta terça-feira. Além da validação da matriz é necessária a elaboração e pré-testagem de mais itens para composição do banco de questões. “Importante destacar que o número de itens existentes no inicio de 2012 não era suficiente para atender os objetivos da prova”, destacou a área técnica em nota. A ex-presidenta do Inep, Malvina Tuttman, afirma que quando deixou o governo o cronograma estava em dia para que a prova fosse aplicada em agosto. “Pode ter acontecido algo que tenha inviabilizado, eu não tenho mais as informações. Mas para a prova sair este ano o edital tinha que estar na rua ou estar na fase de adesão dos municípios”, diz. Segundo ela, a atual Matriz de Referência com os temas para serem avaliados, foi discutida coletivamente entre entidades e governo. “Quando eu conversei com o já ministro Mercadante ele disse que tinha interesse na total agilidade da prova”, disse. “Considero importante e urgente a realização da prova. Garantirá profissionais que apresentam o essencial, pelo menos o básico para se habilitar a ser professor”, diz a ex-presidenta.
Escrito por LCfreitas às 21h45
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Os pobres não são burros
Um estudo “inédito” mostra que se os estudantes das escolas públicas tiverem condições adequadas para estudar, eles aprendem. Eureka: os pobres não são burros. Esta conclusão está em um estudo que cito abaixo: “Quanto uma escola pode contribuir para melhorar a capacidade intelectual de um estudante? Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com estudantes assistidos pela ONG Ismart concluiu que o ambiente escolar contribui, e muito, para alavancar alunos do nível básico ao avançado. Em dois anos, estudantes que participaram de aulas no contraturno em colégios particulares avançaram mais de 100 pontos na média do Saresp, prova da rede estadual que avalia o desempenho dos aluno.” “O estudo foi feito entre 2005 e 2008 com cerca de 200 estudantes do 7º ano do ensino fundamental de escolas públicas de São Paulo que se inscreveram para participar do Projeto Alicerce – programa da ONG que concede bolsas em colégios particulares de elite que preparam o aluno para cursar o ensino médio nessas instituições. Todos os alunos tiveram desempenho semelhante no processo seletivo, com média próxima à nota de corte (75%), porém metade foi aprovada e metade não.” “A nota dos dois grupos era muito parecida no Saresp, mas, dois anos depois, quando os estudantes concluíram o 9º ano do ensino fundamental, a comparação do desempenho dos dois grupos apontou diferenças. Os participantes do Projeto Alicerce avançaram 81 pontos e obtiveram média de 353,668 na prova de português. Já os não aprovados continuaram com um desempenho bom, 250,813, acima da média estadual (231), porém estável. Em matemática, o quadro se repetiu: a média dos aprovados subiu 105 pontos, para 369,953 pontos, enquanto o dos reprovados avançou 30 pontos e atingiu 277,225, também acima da média do Estado (245).” Estes estudos óbvios comprovam apenas o que já se sabe: uma criança pode aprender se tiver condições para tal. Mas, a ideia de ir fazer o contraturno nas escolas particulares tenta “provar” que estas escolas são melhores que o das escolas públicas. Entretanto, isso não é uma decorrência do estudo, pois para tal teriam que ter dado as mesmas condições para estudantes equivalentes que frequentassem contraturno nas escolas públicas para poder sugerir esta ideia. Além disso, o relato abaixo mostra que o estudo termina selecionando alunos que se enquadram em um determinado perfil, o que contamina as conclusões pois são retirados das escolas públicas os alunos mais motivados e com família mais estruturada. Bem... escolhendo, fica fácil. Mas é a escola pública que tem que cuidar de todos. Lá não se pode escolher. “Maria Amélia Sallum, diretora da Ismart, afirma que a ONG assiste cerca de 700 estudantes, e 178 estão no Alicerce, estudando em escolas de particulares de São Paulo, Sorocaba, Cotia, São José dos Campos e no Rio Janeiro. “Temos dificuldade em preencher as 20 vagas disponíveis por escola participante. É difícil encontrar alunos dentro do perfil. Tem que ter motivação, família dando suporte, maturidade e bom desempenho. O programa exige muito deles”, conta.” Leia a reportagem toda em: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-05-05/estudo-mede-contribuicao-da-escola-ao-desenvolvimento-intelectua.html
Escrito por LCfreitas às 10h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Apesar do bônus...
Da mesma forma que em New York, de onde foi copiado, o sistema de pagamento de bônus em São Paulo não melhora o ensino. Lá foi interrompido, segundo o prefeito Bloomberg, "para não malgastar o dinheiro público". Aqui, continua. Avaliações apontam que ensino não melhorou na rede estadual paulista Marjorie Ribeiro - 13/04/12 Exame revela que a maioria dos alunos ainda tem um nível de conhecimento abaixo do adequado para a sua série. Os resultados divulgados do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2011 apontam que, no geral, não houve um aumento significante no desempenho dos estudantes em comparação ao ano anterior. A prova avalia o 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e o 3º ano do Ensino Médio, nas disciplinas de língua portuguesa e matemática. “O desempenho médio dos alunos está estabilizado”, afirma o especialista em avaliação e política educacional, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Ocimar Munhoz. Os últimos números revelam que os estudantes ainda se concentram nos níveis abaixo do básico e básico, ou seja, a maioria não possui o conhecimento adequado para a sua série. Continue lendo em: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/04/13/avaliacoes-apontam-que-ensino-nao-melhorou-na-rede-estadual-paulista/
Escrito por LCfreitas às 22h15
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Mais sobre a Finlândia
“Em entrevista concedida à editora Beatriz Rey, Pasi Sahlberg, diretor do Centro para Mobilidade Internacional e Cooperação, órgão ligado ao Ministério da Educação finlandês e autor do livro recém-lançado Finnish lessons: What can the world learn about educational change in Finland (Lições finlandesas: O que o mundo pode aprender com a reforma educacional da Finlândia, ainda sem tradução para o português), explora os mecanismos políticos e as próprias políticas públicas que garantem a oferta de oportunidades para todos os alunos. "A chave para entender nosso sistema educacional é compreender que a reforma da educação tem sido guiada pelo objetivo da equidade, e não pelo objetivo de alcançar um bom desempenho acadêmico", afirma.” Leia mais em (português): http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/180/obsessao-pela-equidade-255018-1.asp
Escrito por LCfreitas às 23h01
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Pelo nome da escola...
Um depoimento interessante circulou hoje no jornal local de Campinas (Correio Popular), a propósito de uma discussão sobre a carga de trabalho dada pelas escolas aos estudantes para lição de casa: “Acredito que muitas vezes o colégio se preocupa menos com o bem-estar e aprendizado correto da criança e mais em o quanto aquele aluno poderá fazer pelo nome da escola. Eles querem ganhar Olimpíadas de matemática, física, querem bons índices no ENEM.” É exatamente isso que se obtém quando se instauram políticas de responsabilização baseadas em testes de impacto. Os alunos terminam pagando um preço alto, junto com os professores. Os país estão cada vez mais tomando consciência desta brutalidade.
Escrito por LCfreitas às 09h16
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Compras perigosas
Elio Gaspari na Folha de SP de hoje (29-04-12) relata os esforços de Delubio Soares (aquele do mensalão) para vender lousas digitais em um município e comenta a compra dos mais de 5 bilhões de reais que o Estado de São Paulo vai fazer, de novo incluindo lousas digitais. Pergunta o articulista se alguém acredita que Delubio está interessado na melhoria da qualidade de educação daquele município. Aí está um exemplo da vinculação entre a indústria da educação e os negócios no mundo da política. Mas não é só o hardware que estará na mira. São também os contratos de assessoria e fornecimento de serviços. Bem mais flexíveis, poderão servir melhor a propósitos duvidosos. Claro que há também gente honesta na indústria da educação. Mas a sua vinculação com a ideologia dos negócios vai deixar o campo minado. A sociedade tem se concentrado em criticar os serviços públicos e tem se esquivado de examinar a ética do setor privado. O texto de Elio Gaspari antecipa o que teremos pela frente.
Escrito por LCfreitas às 09h53
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Conselho de criador...
Criador do IDH minimiza importância de índices Em encontro no Rio de Janeiro, Amarya Sen diz que alunos cotistas tendem a se tornar profissionais mais preocupados com sociedade Tatiana Klix, enviada ao Rio de Janeiro | 27/04/2012 10:06:34 O indiano Amarya Sen, prêmio Nobel em economia em 1998 e cocriador do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) afirmou nesta quinta-feira, em encontro com educadores no Rio de Janeiro, que índices não conseguem medir com precisão a vida das pessoas. Para Sen, a criaçao do IDH foi importante num momento em que o desenvolvimento só era mensurado pelo PIB, que leva em conta apenas a renda da população, sem olhar para outros fatores como educação, por exemplo. O IDH classifica a condição de 187 países a partir da expectativa de vida (longevidade), da educação e da renda do povo. Mesmo assim, concorda que muitos outros fatores poderiam ser incluídos, como as desigualdades de gênero, a segurança e a liberdade. Ao ser questionado se mudaria a composição do IDH hoje, o indiano disse que esse não é um cálculo fácil, porque “quanto mais itens você coloca em um índice, menos importância eles têm no resultado final”. Para o economista, os índices são necessários porque a sociedade anseia por números para rotular uma realidade, mas eles devem ser encarados apenas como um convite para olhar os detalhes que não sao observados nas métricas. “Não se concentrem muito em elaborar rankings”, provocou.
Escrito por LCfreitas às 09h53
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Cresce reação aos testes nos USA
O problema é maior do que um abacaxi
Por Diane Ravitch 24 de abril de 2012 A reação contra testes padronizados de alto impacto está crescendo em uma revolta genuína em todo o país. Cerca de 400 distritos escolares no Texas aprovaram uma resolução contra testes de alto impacto e o número aumenta a cada semana. Quase um terço dos diretores no estado de Nova York (alguns com risco de perder seus empregos) assinaram uma petição contra (veja aqui a petição: http://www.newyorkprincipals.org/home) o novo e não testado sistema de avaliação de alto impacto do estado, baseado em teste. Hoje, um grupo de associações dedicadas à educação, direitos civis e às crianças, emitiram uma resolução nacional contra testes de alto impacto com base na resolução do Texas. A Resolução Nacional do Teste (veja aqui: http://timeoutfromtesting.org/nationalresolution/) exorta os cidadãos a participar da rebelião contra os testes que agora têm foco nas crianças e seus professores. Apela a governadores, assembleias legislativas e conselhos estaduais de educação a reexaminar seus sistemas de prestação de contas, reduzindo sua dependência de testes padronizados e a aumentar o seu apoio aos estudantes e escolas. Continue lendo (em inglês) em: http://blogs.edweek.org/edweek/Bridging-Differences/2012/04/the_problem_is_bigger_than_a_p.html |
|
Escrito por LCfreitas às 22h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Para pensar
“A maioria dos pesquisadores sobre o assunto, contudo, advertem fortemente contra o uso de fórmulas de valor agregado para decisões de alto impacto de qualquer tipo, em parte porque existe uma grande variabilidade nos resultados. Bons professores podem ser mal avaliados e maus professores podem ser avaliados como eficazes, dizem eles, dificilmente seria uma forma de ajudar a melhorar o corpo docente. Vejamos como isso funcionaria em outro campo. Tome médicos. E se eles fossem medidos pelo número de pacientes que salvam - e, em seguida, a escola de medicina onde eles estudaram fosse classificada por esses números? E ainda por cima, se a ajuda financeira para os estudantes das escolas médicas tornam-se dependentes desses números, também. Como você acha que as escolas médicas que têm de servir populações de alta necessidade e de alto risco se sairiam em comparação às escolas médicas que produzem médicos para as populações saudáveis e ricas?” Por Valerie Strauss, 23-04-2012 Leia mais (em inglês) em http://www.washingtonpost.com/blogs/answer-sheet/post/ed-dept-seeks-to-bring-test-based-assessment-to-teacher-prep-programs/2012/04/22/gIQAmdAxaT_blog.html#pagebreak
Escrito por LCfreitas às 12h04
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|